SER ALGUÉM NA VIDA DE ALGUÉM

empatia

Empatia. Um termo cada vez mais falado, mas que permanece pouco vivido.

Segundo o Aurélio, a palavra empatia significa “forma de identificação intelectual ou afetiva de um sujeito com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa”. Seus sinônimos podem ser: identificação, compreensão, afinidade, sintonia. Ou seja, a empatia corresponde a capacidade psicológica de determinada pessoa se colocar no lugar de outra, sentindo o que esta sentiria naquelas circunstâncias.

Pesquisar e entender o significado da expressão é muito simples. Mas realmente colocar em prática não é tanto assim. E, sim, eu só percebi isso recentemente.

Sempre fui gostei muito de participar de projetos sociais, de arrecadar roupas, alimentos, brinquedos e levar em asilos, orfanatos, cadeias, etc. Só que um acontecimento atual fez com que eu olhasse pra tudo aquilo que eu considerava que fazia de bom e visse que, no fundo, não era NADA.

Tem tanta gente, mais perto do que imaginamos, precisando de nós.

Sabe aquela pessoa que você sempre achou que estaria ali pra todos os momentos e, justamente quando você mais precisa, ela nem se preocupa? Ou então aquela que finge que se preocupa e fala que está “aqui pra qualquer coisa”, mas na verdade não está? Não seja essa pessoa. Não dê desculpas.

Nós não precisamos estar “carentes” para sentir falta de um abraço. Isso faz parte da nossa natureza. Nós deveríamos nos relacionar, com bons sentimentos mútuos, sempre.

Abraçar, sentir, se preocupar, orar, auxiliar financeiramente, dar carona, levar ao médico, ficar mais de 15 minutos em um velório (se você não gosta de estar lá, imagina a pessoa que perdeu alguém muito querido?), ajudar em tantos outros aspectos, de maneira útil.

Você encontra tempo pra tantas coisas menos importantes. Fazer alguém sentir a tua presença, ver que você realmente está ali por ela, tentando se colocar seu lugar. Isso muda a vida de qualquer um.

 

DETOX DE PESSOAS

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Sentamos para tomar um açaí daqueeeeles e, entre uma conversa e outra, minha amiga disse que estava feliz por nos encontrarmos naquele dia, porque ela estava em um processo de desintoxicação de pessoas, dando mais valor à sua família e mantendo em sua vida quem lhe fazia bem. O engraçado disso é que eu também estava, inconscientemente, praticando a mesma coisa há algum tempo. No mesmo dia já passamos essa nova dieta para outra amiga que chegou atrasada no encontro, mas achei que não era o bastante e que precisávamos passar isso adiante.

O legal dessa história é que não tem uma fórmula milagrosa que vai te fazer secar em três dias. O segredo para realizar um detox de pessoas que dê bons resultados é analisar quem são os indivíduos que te rodeiam e porque ainda estão ali. Isso significa que você deve passar a conviver mais com as pessoas que compartilham dos seus interesses e aquelas com as quais você sente que há uma troca de sentimentos bons. Para isso, é importante fechar ciclos que já terminaram na prática, parar com aquela conversa de ‘vamos marcar um dia desses’, largar as redes sociais de lado e passar a encontrar gente e, o mais importante: descartar ações e pessoas tóxicas das quais mundo é cheio.

Bons relacionamentos nos jogam para cima e aumentam nossa vontade de viver. Se isso é o que nos dá força para combater e, principalmente, evitar problemas de saúde, porque ainda estamos esperando que a mudança venha de fora?

Esses dias li uma frase que dizia que para a transformação na nossa vida seja real, ela precisa vir de nós mesmos. Não adianta ficar esperando um produto milagroso se você não vai atrás do teu objetivo. É necessário ter coragem sim, não é só bater um monte de folhas verdes, acrescentar gengibre e beber em um gole só. Mas também não precisa começar essa dieta somente na segunda feira do mês que vem. Dá pra ser hoje, aqui e agora.

FELIZ TUDO NOVO

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Sempre que descubro algo novo e me encanto com aquilo, sinto vontade de me aprofundar no assunto e passar isso à outras pessoas.

Foi assim com a doença celíaca. Conforme pesquisava, via quão importante era que todo mundo soubesse e entendesse do que se tratava. Mas essa condição se tornou rotina, deixou de ser a novidade para ser parte da minha vida. Tudo se tornou mais automático: a preparação das marmitas, as idas ao supermercado, as saídas com os amigos sem poder comer e beber.

Não posso disser que isso me desanimou, mas fez com que eu perdesse a graça em pesquisar mais e contar minhas experiências.

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Acontece que, com a chegada deste novo ano e as mudanças que ele trouxe eu percebi que, na verdade, a rotina é só uma desculpa para fazermos ou pararmos de fazer algo. Por isso decidi voltar a escrever por aqui, mas desta vez, venho renovada. Com mais energias boas e menos foco nas coisas ruins. Com mais assuntos diversificados e sem a pressão de postar toda semana, quero me expressar somente quando eu tiver recursos bons no meu interior que valem a pena ser compartilhados.

Quem vem comigo?

SOMOS INFLUENCIÁVEIS?

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Parece bobeira dizer para não se acreditar em tudo o que é lido hoje em dia, mas ainda (cada vez mais) tem gente que bota fé em tudo o que vê por aí nos sites e facebooks da vida. Se as pessoas só acreditassem, mas grande parte copia, faz igual!

Eu não julgo os blogueiros, youtubers e jornalistas por suas postagens. Aliás, acho que os influenciadores são essenciais para o desenvolvimento da mídia, do mercado e do entretenimento, inclusive considero super digno isso ter se tornado uma nova profissão. O problema mesmo são os seguidores, que não tem o mínimo de senso crítico para o bem (porque para o mal tem muitos #haters), que não sabem questionar e que passam de #geraçãopugliesi para soldadinhos, discípulos, projeto de minions.

Eu não nego: ser leitora de algumas influenciadoras digitais me ajuda muito, em vários aspectos. Tem coisas que elas fazem que eu acho super bacana e até repito. Agora, não posso me deixar levar, não quero me transformar em um produto desse meio.

Não me preocupa ver que o fulano está fazendo o que o carinha do snapchat falou que faz pra consertar a churrasqueira, não me preocupa que a garota lá comprou tudo o que viu no vídeo de comprinhas do mês. O que me inquieta é que nessa mania do saudável, tá cheio de ditador de dieta e exercícios aparecendo por aí e as pessoas seguem religiosamente tuuuuudo o que é dito. E não importa se é publipost ou se a pessoa fala pra procurar um profissional antes de seguir as dicas, o povo faz igual, sem ao menos pesquisar um pouco mais profundamente!!

Nesses últimos dias tem-se falado muito sobre a tal da placenta da Bela Gil, ela mesma disse que não há estudos que comprovam que comer a própria placenta faz bem. Mas vão aparecer umas doidas por aqui que, sem estudar sobre, dirão que é a atitude mais certa a se tomar depois do parto. E aí tudo o que aparece nas redes se torna “the new black”.

E assim a gente segue acreditando num dia que o ovo é o pior alimento pra saúde e no outro que não podemos viver sem ele. Que o glúten é o maior vilão do universo para todas as pessoas, mesmo as que não tem doença relacionada. Que aquele shake famoso é muito nutritivo e pode substituir meu almoço para o resto da vida. APENAS PAREM.

Por favor, não sejam essas pessoas! Todo mundo é livre pra acompanhar quem quiser e repetir as dicas sadias que são passadas, mas não faz mal a ninguém pesquisar um pouco sobre os temas de interesse antes de por em prática toda e qualquer indicação. Sejamos mais desconfiados, hesitantes, intrigados.

A influência pode ser boa ou ruim, só depende de você!